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Parceria

Esforço multiplicado

Convênio FAPESP-Padtec vai mobilizar pesquisadores para aperfeiçoar sistemas de comunicações ópticas

MIGUEL BOYAYANA FAPESP e a Padtec, um dos maiores fabricantes brasileiros de sistemas de comunicações ópticas, estão celebrando um convênio de cooperação científica. O objetivo é estabelecer projetos de pesquisa envolvendo pesquisadores de instituições paulistas e da empresa, que é sediada em Campinas e surgiu em 2001 como um desmembramento do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), braço tecnológico da Telebrás. O aporte financeiro para as propostas selecionadas será de R$ 40 milhões, sendo R$ 20 milhões desembolsados pela FAPESP e os outros R$ 20 milhões pela Padtec. Um comitê composto por dois representantes da FAPESP e dois da Padtec vai elaborar as chamadas de projetos. A parceria terá cinco anos de duração.

Segundo o diretor centífico da FAPESP, Carlos Henrique de Brito Cruz, o convênio faz parte de uma iniciativa mais ampla da FAPESP no sentido de organizar em termos mais interessantes para a comunidade acadêmica paulista programas cooperativos envolvendo universidades, institutos de pesquisa e empresas. “A Padtec tem grande necessidade de pesquisa avançada em comunicações ópticas para desenvolver sistemas, dispositivos e softwares. A empresa já tem intensa atividade de pesquisa e isso tornou a cooperação com a FAPESP ainda mais fácil”, afirmou. “O convênio é ambicioso e oferece prazos e investimentos que permitem pesquisas muito sofisticadas”, disse Brito Cruz. O interesse da FAPESP no desenvolvimento de comunicações ópticas avançadas já se manifestou em diversos programas, em especial no Tecnologia de Informação e Desenvolvimento de Internet Avançada (Tidia) e na Plataforma Óptica de Pesquisa para o Desenvolvimento da Internet Avançada (Kyatera).

A Padtec busca desenvolver tecnologias e soluções relacionadas a redes ópticas que permitam o lançamento de novos produtos ou tornem mais competitivo seu atual portfólio. A empresa é líder no mercado brasileiro de sistemas avançados de transmissão de fibras ópticas baseadas na tecnologia DWDM/CWDM (Dense/Coarse Wavelength Division Multiplexing, na sigla em inglês), que consiste na transmissão de múltiplos canais ópticos em uma única fibra, ampliando a capacidade de transporte dos sistemas de telecomunicações. Um dos temas principais que serão objetos de chamadas de propostas de pesquisa é o desenvolvimento de novas tecnologias e soluções em sistemas de comunicações ópticas baseados na tecnologia DWDM para aplicações em longa distância e em redes metropolitanas. O DWDM viabiliza o tráfego de dados em taxas de terabits (acima de mil gigabits) por segundo. Outros temas poderão ser incluídos por decisão do comitê.

“Já trabalhamos há bastante tempo com diversas instituições financiando pesquisa e desenvolvimento. Com o convênio, conseguiremos multiplicar o esforço para desenvolver e aperfeiçoar tecnologias que garantam a nossa competitividade”, diz o engenheiro eletrônico Jorge Salomão, presidente da Padtec. A empresa tem raízes na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Seus principais dirigentes estudaram na instituição. Jorge Salomão Pereira, presidente da Padtec, graduou-se em engenharia elétrica, fez mestrado em 1990 e doutorado em 1994, sempre pela Unicamp. José Tadeu de Jesus, diretor industrial, é mestre em física também pela Unicamp. A Padtec está incluída na lista de mais de 140 “empresas filhas” da Unicamp, que estão cadastradas na Inova Unicamp, agência de inovação da universidade. “A Unicamp é um centro de excelência em comunicações ópticas, mas há pesquisadores formados pela universidade espalhados por outras instituições que poderão integrar-se ao convênio e multiplicar este esforço de pesquisa”, disse Salomão.

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