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Boas práticas

Esforços de prevenção

Editoras colhem resultados do investimento em equipes de integridade e ferramentas de detecção de fraudes

Um estudo encomendado pela Associação Internacional de Editores Científicos, Técnicos e Médicos (STM) evidenciou uma estratégia das grandes editoras para combater violações éticas na literatura acadêmica: elas têm investido cada vez mais na detecção de problemas e fraudes durante o processo de avaliação de artigos para não precisar removê-los depois de publicados.

O relatório, intitulado “Salvaguardando a comunicação acadêmica:  práticas editoriais para preservar a integridade da pesquisa” descreve iniciativas utilizadas de forma colaborativa pelas editoras para aprimorar a triagem de trabalhos científicos e ampliar o acesso a ferramentas e conhecimento especializado nesse escrutínio. Um exemplo é o STM Integrity Hub, plataforma lançada em 2022 e utilizada por mais de 35 editoras para filtrar cerca de 125 mil artigos por mês: a estimativa é de que esteja detectando aproximadamente mil artigos suspeitos mensalmente. A plataforma reúne 15 ferramentas capazes de detectar 70 tipos de problemas em manuscritos submetidos à publicação, como imagens com sinais de adulteração, uso intensivo de ferramentas de tradução para escamotear sinais de plágio e endereços de e-mail suspeitos.

Apesar do sucesso do STM Integrity Hub, o relatório observa que seu peso foi menor que o desejado, pois envolveu até agora uma porção limitada dos editores do setor em todo o mundo. “Estender os benefícios da colaboração a editoras menores e àquelas que operam fora dos principais centros editoriais representa uma oportunidade significativa de expansão”, recomenda o documento.

O documento também detalha o crescimento das equipes de integridade da pesquisa nas editoras, que chega a ultrapassar uma centena de pessoas em algumas delas. Em entrevista à revista Times Higher Education (THE), Chris Graf, diretor de integridade da Springer Nature, afirmou esperar que o estudo, que reuniu informações de 18 especialistas em integridade em pesquisa de 13 organizações diferentes, traga luz a esse investimento pouco visível das empresas. Graf afirmou que seu time de integridade em pesquisa triplicou de tamanho nos últimos anos. “Tenho 55 pessoas na minha equipe, mas também contratamos pessoas de equipes adjacentes à integridade, como tecnologia, jurídico, gestão de produtos e comunicação”, disse ele.

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