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Boas práticas

Ex-futura ministra

Acusada de plágio, ex-reitora perde indicação para o comando da pasta da Educação da Coreia do Sul

O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, decidiu retirar a indicação da professora de arquitetura Lee Jin-sook, de 65 anos, para o cargo de ministra da Educação do país. O cancelamento ocorreu 21 dias depois de o nome dela ser apresentado para avaliação do Parlamento. Primeira mulher a comandar uma grande instituição nacional de ensino superior – ela foi reitora da Universidade Nacional de Chungnam, em Daejeon, entre 2020 e 2024 –, Lee Jin-sook sofreu um forte desgaste político depois que foi acusada de cometer plágio em trabalhos acadêmicos e de se apropriar da produção científica de estudantes que orientou. Ela se defendeu afirmando que softwares que detectam plágio encontraram menos de 10% de similaridade com outros textos em seus artigos e disse que não copiou o trabalho de alunos de doutorado, mas, sim, assinou artigos científicos com eles – como professor orientador, compartilhou contribuições para suas teses.

Casos de plágio que contaminam o ambiente político não são uma novidade na Coreia do Sul. A ex-primeira-dama do país Kim Keon-hee, casada com o ex-presidente Yoon Suk-yeol, que sofreu impeachment no final de 2024, perdeu há dois meses o título de mestre em educação artística obtido em 1999 na Universidade Feminina Sookmyung, em Seul, depois que uma investigação encontrou uma grande quantidade de material plagiado em sua dissertação. Em julho, também foi revogado seu título de doutora em design pela Universidade Kookmin, em Seul, cuja tese ela defendera em 2008, já que o mestrado cancelado era pré-requisito para o doutorado.

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