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PÓS GRADUAÇÃO

Expansão contínua

FAPESP continua ampliando investimentos em bolsas, em ritmo mais lento

01O investimento da FAPESP em bolsas no país continua crescendo, embora a taxas inferiores às de anos anteriores. Isso se verificou ao longo de 2001 e em relação ao ano passado, tomando-se como base de comparação as concessões feitas até o mês de agosto. Estavam em vigência, no dia 31 daquele mês, 9.291 bolsas no país, contra 9.197 na mesma data do ano passado. A variação positiva de 1% pode parecer pouco significativa. Mas, ela se dá sobre valores de expansão bastante expressivos, acumulados desde 1996. Naquele ano, estavam em vigência 3.199 bolsas, o que significa um crescimento nas concessões de 190,4% nesses últimos cinco anos, conforme mostra a tabela 1.

Cabe destacar a expansão das modalidades de bolsas de pós-graduação. As de pós-doutorado registraram, de agosto de 1996 para agosto de 2001, um crescimento de 480,1%, passando de 106 bolsas vigentes para 615. A expansão das bolsas de doutorado, no mesmo período, foi de 444,3% (seu número cresceu de 654 para 3.560) e a das bolsas de mestrado foi de 134%, passando de 1.085 para 2.539.Segundo José Fernando Perez, diretor científico da FAPESP, a explosão no número de bolsas concedidas pela Fundação, nos últimos anos, reflete o crescimento dos programas de pós-graduação e de solicitações de bolsas. No Estado de São Paulo, de 1995 a 2000, o crescimento da demanda foi inteiramente absorvido pela FAPESP.

02Neste ano, no mês de agosto e em comparação a março, o número de bolsas no país em vigência, compreendendo todas as modalidades, cresceu 2,7%. Dentre as modalidades de pós-graduação, as bolsas de mestrado tiveram redução de 6,4% (caíram de 2.711 para 2.539). A queda foi compensada pelo aumento do número de bolsas de pós-doutorado – 11,8%, passando de 550 para 615 – e de doutorado – de 3,3%, passando de 3.444 para 3.560, conforme mostra a tabela 2, implicando um aumento também no investimento. Afinal, o valor anual da bolsa de mestrado é de R$ 12,1 mil e o da de doutorado, de RS 24,9 mil.

De qualquer forma, a expansão está muito abaixo da demanda qualificada. “A FAPESP continua com o seu compromisso de investimento expressivo e constante em bolsas, mas, infelizmente, não consegue atender à demanda”, diz Perez. Ele espera que essa situação se modifique, com maior aporte de cotas de bolsas das agências federais para São Paulo.

Enquanto isso não acontece, a FAPESP está pedindo a seus assessores uma análise ainda mais rigorosa dos pedidos de bolsas, de forma a que o parecer possa contribuir para avaliar o grau de excelência do projeto. O parecer deverá permitir que a análise comparativa a que estão sendo submetidas as solicitações com pareceres favoráveis seja mais equânime e criteriosa. A Fundação vai empenhar-se ainda para que as respostas aos pedidos de bolsa, cuja inscrição vai até 30 de outubro, sejam dadas no mês de fevereiro, e não março, como previsto. Deve-se registrar o crescimento do número de bolsas de iniciação científica, modalidade que, em última análise, viabiliza uma pós-graduação mais eficiente e de melhor qualidade.

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