
dbuÍndios Ayoreo: vulneráveisdbu
O Museu de História Natural de Londres suspendeu a expedição científica de um mês que faria ao norte do Paraguai para estudar a biodiversidade do Chaco Seco, planície semiárida incrustada entre o rio Paraguai e os Andes. A expedição, que teria a participação de pesquisadores paraguaios, buscava identificar novas espécies de plantas, insetos e animais e chamar atenção para a necessidade de proteger a região, ameaçada pela expansão das atividades madeireiras e de agricultura intensiva. O governo paraguaio, contudo, pediu que a viagem fosse cancelada depois de ser pressionado pela entidade Iniciativa Amotocodie, que defende os direitos dos indígenas do país. A ONG alegou que os cientistas poderiam encontrar grupos isolados de índios da etnia Ayoreo. “Eles vivem em florestas completamente virgens e isso os torna vulneráveis a qualquer intrusão”, disse Benno Glauser, diretor da entidade, à agência BBC. Dos 5 mil índios Ayoreo, apenas cerca de 200 ainda não foram contatados. Mas, como são nômades, poderiam surgir no caminho dos pesquisadores.
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