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CIÊNCIAS ATMOSFÉRICAS

Florestas africanas liberam mais carbono do que absorvem

JG Collomb/WRIDesmatamento na República Centro-africana: menos florestas, mais carbono na atmosferaJG Collomb/WRI

Concentradas na República Democrática do Congo, República do Congo, Gabão, Guiné Equatorial, Camarões e República Centro-africana, as florestas e savanas arborizadas da África deixaram de absorver o carbono atmosférico, armazenando-o como biomassa na vegetação. Por causa do desmatamento contínuo, começou a ocorrer o inverso em 2010, com as matas liberando mais carbono do que absorvem – o mesmo fenômeno já percebido na Amazônia (ver Pesquisa FAPESP nº 287). O continente perdeu aproximadamente 106 bilhões de quilos de biomassa florestal por ano de 2010 a 2017, em consequência da perda de vegetação nativa. “Esse é um alerta crucial para a política climática global”, comentou Heiko Balzter, da Universidade de Leicester, em um comunicado. “Se as florestas africanas deixarem de absorver carbono, isso significa que outras regiões e o mundo como um todo precisarão reduzir ainda mais as emissões de gases de efeito estufa para se manterem abaixo do limite de 2 graus Celsius estabelecido pelo Acordo de Paris e evitar mudanças climáticas catastróficas” (Scientific Reports, 28 de novembro).

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