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câncer de mama

Genes desregulados

Portrait of a sitting woman/Pablo PicassoCâncer de mama: retrato mais nítidoPortrait of a sitting woman/Pablo Picasso

O câncer de mama, o que mais causa mortes entre mulheres, tem vencido batalhas contra a ciência. Para reverter essa tendência, uma equipe coordenada pela bioquímica Giseli Klassen, da Universidade Federal do Paraná, busca caracterizar geneticamente tumores de brasileiras. O grupo, que inclui também pesquisadores do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer e da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, mostrou que a regulação da atividade de certos genes está associada à tendência de tumores causarem metástase e se tornarem letais (BMC Cancer). Trata-se de padrões de metilação, etiquetas moleculares que funcionam como interruptores dos genes. O trabalho analisou linhagens celulares do banco de células do Instituto Ludwig e amostras congeladas de 69 tumores de pacientes do Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba, e indica hipermetilação em 14,5% e 54%, respectivamente, de duas regiões ligadas ao funcionamento do gene CXCL12, e do gene ESR1 em 41% dos tumores analisados. Além disso, os padrões de metilação desses dois genes estão associados, o que aumenta seu potencial para diagnóstico antes que os sintomas apareçam. Por revelarem mecanismos moleculares dos tumores, os achados podem ajudar também na prevenção e no tratamento do câncer de mama no Brasil.

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