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História acidentada

História acidentada

nasaA Lua e suas crateras, vistas da Apollo 11nasa

Os limites e as possíveis histórias das crateras lunares estão agora um pouco mais claros. Em três artigos publicados em 17 de setembro na revista Science, pesquisadores dos Estados Unidos apresentam um mapa topográfico da Lua, obtido por meio da sonda LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter), e descrevem os processos geológicos que devem ter moldado a superfície lunar, marcada por crateras de diferentes tamanhos e origens. As regiões mais altas possuem mais crateras maiores que as mais baixas, ocupadas por muitas crateras menores, expressando diferenças nas ondas de meteoritos que bombardearam o único satélite natural da Terra. Essa diferença de dimensões entre as crateras sugere que os meteoritos mais antigos, que devem ter caído até 3,8 bilhões de anos atrás, eram maiores que os mais recentes, de acordo com as análises de James Head e sua equipe da Universidade Brown, Estados Unidos. As equipes de Benjamin Greenhagen, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, e Timothy Glotch, da Universidade Stony Brook, também dos Estados Unidos, identificaram minerais com silicatos, como quartzo e feldspato, ricos em potássio e em sódio, que resultam do resfriamento do oceano de magma que formou a crosta lunar primitiva. A história da Lua é muito mais rica do que se imaginava.

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