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Carta da editora | 182

Ideias para fazer mais e melhor

Pesquisa FAPESP tem agora um Conselho Editorial composto por pesquisadores e jornalistas, num total de 12 membros, presidido pelo diretor científico da Fundação, Carlos Henrique de Brito Cruz. Na tarde da terça-feira, 15 de março, em sua primeira reunião na sede da FAPESP, os novos conselheiros ouviram de Brito Cruz o que deles se espera: ideias e sugestões para o aperfeiçoamento de uma revista já reconhecida por sua qualidade, mas que, como boa parte das produções intelectuais, apresenta-se em larga medida como um campo aberto para múltiplas experiências do fazer melhor. E o aperfeiçoamento de Pesquisa FAPESP, ressalte-se, importa não apenas pelo cultivo da excelência, movido por razões estéticas ou éticas. Mais importante ainda ele é por uma necessidade que a Fundação claramente identifica de ampliar o impacto de sua revista nos fóruns e nos meios socioculturais que seriamente debatem e influenciam os rumos da política de ciência e tecnologia no país. Ou nos ambientes em que se discutem com rigor os melhores caminhos institucionais para assegurar a participação brasileira na construção contemporânea do conhecimento científico, inclusive em suas fronteiras mais avançadas. Ou ainda nos meios que observam com sensibilidade as iniciativas de pesquisa científica e tecnológica capazes de gerar frutos suculentos, de variados tipos, passíveis de apropriação pela sociedade brasileira. Há, de fato, material em abundância nas edições da revista para alimentar debates sobre a melhor produção científica brasileira e sobre os desafios políticos para fazer avançar a produção do conhecimento – e nenhuma razão para que a Fundação aceite que o impacto dessa publicação seja menor do que aquele adequado à importância institucional da própria FAPESP.

Impelidos pelo que lhes disse Brito Cruz e mais o presidente da Fundação, Celso Lafer, para quem Pesquisa FAPESP, entre outros méritos, tem o de promover um profícuo diálogo de culturas (as conversas, digamos, entre tantos campos do conhecimento numa mesma publicação), os novos conselheiros apresentaram já nesta primeira reunião suas visões sobre os méritos e defeitos da revista, alguns diagnósticos e uma série de sugestões preliminares para torná-la ao mesmo tempo mais influente e atraen­te. Nos próximos meses iremos falando aos leitores desse caminho de aperfeiçoamento. É tempo, contudo, de contar quem são os nossos conselheiros, todos respeitados profissionais de sua área de competência: no time dos pesquisadores, Fernando Reinach, José Arana Varela, José Eduardo Krieger, Luiz Davidovich, Marcelo Knobel, Maria Hermínia Tavares de Almeida e Mariza Corrêa; no time dos jornalistas, Caio Túlio Costa, Eugênio Bucci, Marcelo Leite, Maurício Tuffani e Mônica Teixeira. Para a equipe de jornalistas que faz Pesquisa FAPESP, é uma honra e um prazer contar com a criatividade desse time brilhante de profissionais na discussão permanente de como deve ser esta revista, lançada em outubro de 1999, depois de uma fase preliminar de quatro anos como boletim informativo (Notícias FAPESP).

Em paralelo, para manter o rigor técnico-científico das informações que difunde, a revista continuará a contar com o suporte fundamental de seu antigo conselho editorial, que agora se transforma em Comitê Científico, sob a presidência de Luiz Henrique Lopes dos Santos, coor­denador científico do projeto da revista desde 2002. Aliás, aproveito a oportunidade para nomear os membros desse comitê, que são, além de dois diretores da Fundação, todos membros da coordenação adjunta da diretoria científica para diferentes áreas do conhecimento. Aos nomes, então: Joaquim J. de Camargo Engler (diretor administrativo), Ricardo Renzo Brentani (diretor presidente), Cylon Gonçalves da Silva, Francisco Antônio Bezerra Coutinho, João Furtado, José Roberto Parra, Luís Augusto Barbosa Cortez, Luís Fernandes Lopez, Marie-Anne Van Sluys, Mário José Abdalla Saad, Paula Montero, Sérgio Queiroz, Wagner do Amaral e Walter Colli.

Por razões de espaço, não farei meus comentários habituais sobre a edição. Sugiro que o leitor investigue os temas que mais lhe atraem começando pelas chamadas da capa. Ela é sempre uma pista poderosa. No próximo mês retomarei os comentários. Boa leitura!

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