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Reflorestamento

Indicadores ambientais

A baixa tecnologia empregada no manejo do solo e na utilização do fogo para o plantio de espécies ou cultivares florestais na Amazônia tem sido apontada como a causa principal das áreas alteradas em sistemas florestais, resultando em erosão, poluição hídrica, perda de nutrientes e da biodiversidade. Assim, há a hipótese de que uma área alterada, seja no ambiente ou tipo de exploração a que esteja submetida, estaria em fase de recuperação quando o teor de matéria orgânica no solo estiver aumentando, de acordo com o estudo “Uso de resíduos de madeira como alternativa de melhorar as condições ambientais em sistema de reflorestamento”, de Kátia Fernanda Garcez Monteiro, da Universidade Federal Rural da Amazônia,  Dirse Clara Kern e Maria de Lourdes Pinheiro Ruivo, do Museu Paraense Emílio Goeldi, Tarcísio Ewerton Rodrigues, da Embrapa Amazônia Oriental, e José Luis Said Cometti, da Secretaria de Meio Ambiente de Pernambuco. Tal condição pode ser medida por meio de indicadores biológicos do solo. As áreas atualmente em recuperação ou recuperadas em suas propriedades edafológicas (trata da influência dos solos em seres vivos) podem ser comparadas, em termos de bioindicadores, a solos enriquecidos com material orgânico proveniente de manejo pretérito, como em áreas de reflorestamento instaladas em locais de terra preta. Essa comparação, segundo os autores do trabalho, além de validar os indicadores de qualidade do solo, auxiliará estudos que contemplem a utilização racional, seja de florestas naturais ou florestas plantadas.

Acta Amazonica – vol. 40 – nº 3 – Manaus – set. 2010

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