Guia Covid-19
Imprimir PDF Republicar

Dados

Índice de Especialização

  • Uma forma de aferir em que medida determinado país ou região privilegia alguma área do conhecimento em suas publicações científicas é utilizar o Índice de Especialização (IE). O IE corresponde à razão entre a fração das publicações de certa região numa área do conhecimento sobre o seu total e a fração do total mundial das publicações naquela área em relação ao total de publicações do mundo
  • Por exemplo, em 2020, do total de 68.401 publicações científicas1 do Brasil, 18.246 foram na área das ciências da saúde. A relação entre esses valores corresponde a 0,267. Para o total mundial, obteve-se a relação equivalente de 0,255. Logo, o IE da área de ciências da saúde para o Brasil, em 2020, foi de 1,05 (resultado de 0,267/0,255). Ou seja, a produção científica brasileira é pouco mais concentrada nessa área do que a média mundial
  • Os gráficos acima apresentam os IE nas nove áreas do conhecimento da FAPESP2 para o Brasil, São Paulo e diferentes agrupamentos de países3. O IE para o total mundial será sempre igual a 1, em todas as áreas, compondo a poligonal regular em linha tracejada nos dois gráficos
  • Como se vê, tanto no Brasil como em São Paulo, a área das ciências agrícolas se destaca, pois seus respectivos valores (2,88 e 2,42) situam-se em patamares muito superiores aos dos demais agrupamentos de países selecionados. O que mais se aproxima deles é o da América Latina e Caribe, exceto Brasil, que, ainda assim, não chega a 2
  • Em contraste, a área com menores IE, tanto para o Brasil como para São Paulo, é a de linguística, linguagem e artes. Com IE de 0,25 e 0,21, respectivamente, a presença relativa de publicações nessa área é muito inferior à registrada nos outros grupos de países, salvo o do Brics sem Brasil
  • O Brasil e São Paulo ainda apresentam valores acima de 1 para ciências biológicas, tal como o conjunto dos países da América Latina e Caribe, exceto Brasil. Também merece menção o IE de São Paulo para ciências da saúde (1,29), superando os do Brasil (1,05) e dos demais grupos de países selecionados
  • Nas ciências da Terra e matemática e nas engenharias, tanto Brasil quanto São Paulo apresentaram IE inferiores a 1, em contraste com os demais grupos e, sobretudo, com o do Brics, destaque dessas áreas

Notas  (1) Publicações indexadas do Web of Science/Clarivate, incluídas na plataforma Incites/Clarivate, dos tipos Article, Proceedings Paper e Review (2)  Grandes áreas FAPESP: 1. Ciências da Terra/Matemática; 2. Ciências biológicas; 3. Engenharias; 4. Ciências da saúde; 5. Ciências agrícolas; 6. Ciências sociais aplicadas; 7. Ciências humanas; 8. Linguística, linguagem e artes; e 9. Interdisciplinar (3) Os agrupamentos de países adotados foram: da OCDE, BRICS, exceto Brasil, e América Latina e Caribe (ALC), exceto Brasil. Os países do grupo BRICS são: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Os da ALC correspondem aos 33 países listados na região pela ONU. https://www.cepal.org/en/estados-miembros

Fontes  Incites/Web of Science/Clarivate, dados extraídos em setembro/2021

Republicar