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botânica

Menos árvores na Amazônia, mais nos Andes

Léo Ramos Chaves / Revista Pesquisa FAPESPPesquisador estima altura de árvores na AmazôniaLéo Ramos Chaves / Revista Pesquisa FAPESP

Uma grande análise de dados coletados por projetos de campo de longo prazo indica que o norte dos Andes e a Amazônia ocidental estão ganhando espécies de árvores, de acordo com um estudo liderado por pesquisadores das universidades de Liverpool e de Leeds, no Reino Unido, com a participação de instituições brasileiras.  Enquanto isso, a parte central da cordilheira, a região centro-oriental da Amazônia e o escudo das Guianas perdem diversidade. As partes da floresta que sofreram maior aumento anual de temperatura nesse período perderam mais espécies vegetais, enquanto as que mantiveram umidade e constância climática ganharam. As florestas que mantêm o padrão de chuvas e aquelas menos fragmentadas se mostraram mais protegidas, o que ressalta a importância de evitar o desmatamento. O aumento de temperatura atingiu 90% das 406 parcelas analisadas, mais intenso nas regiões centro-leste e sul da Amazônia. Como as árvores reagem lentamente, a biodiversidade atual pode não ser uma medida duradoura (Nature Ecology & Evolution, 23 de janeiro).

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