Casos de envenenamento por metanol têm ocorrido em todo o mundo. Equipes do hospital universitário de Oslo, na Noruega, e da organização não governamental Médicos Sem Fronteiras (MSF) documentaram casos suspeitos em 185 países. Madagascar abre a lista, com 200 mortes, em 1998. Os primeiros casos do Brasil apareceram no ano seguinte, com 450 pessoas atingidas, das quais 35 morreram, na Bahia. Até novembro de 2025, o levantamento registrou 36.943 pessoas intoxicadas e 14.323 mortes causadas por metanol no mundo; no Brasil, foram 62 casos e 16 mortes nesse ano. “É um problema enorme e está sendo esquecido”, enfatizou ao jornal britânico The Guardian o médico Erik Hovda, da Universidade de Oslo. “Simplesmente desaparece e ressurge em outro lugar, quando
as pessoas baixam a guarda.” Surtos recentes foram associados ao metanol adicionado a garrafas lacradas, permitindo que a bebida adulterada chegue ao mercado. A toxicidade do metanol pode causar danos cerebrais, cegueira e morte em poucos dias (The Guardian, 29 de novembro; MSF).