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Saúde pública

Milhares de mortes causadas por incêndios florestais

Gaylon Wampler / Getty ImagesIncêndio nas montanhas do Colorado (EUA) em 2012 forçou a evacuação de 32 mil pessoasGaylon Wampler / Getty Images

De 2006 a 2020, a exposição prolongada a partículas da fumaça de incêndios florestais contribuiu para uma média de 24.100 mortes por ano nos Estados Unidos. Os pesquisadores da rede de hospitais Monte Sinai, dos Estados Unidos, que coordenaram esse estudo, concentraram-se em mortes ligadas à exposição crônica a partículas com diâmetro inferior a 2,5 micrômetros (30 vezes menor que um fio de cabelo), a principal preocupação relacionada à fumaça dos incêndios. As partículas podem se alojar nos pulmões e entrar na corrente sanguínea. A exposição a curto prazo pode causar tosse e coceira nos olhos e agravar problemas de saúde preexistentes e levar a outros, crônicos e fatais, incluindo doenças respiratórias e morte prematura. Para cada aumento de 0,1 micrograma por metro cúbico dessas partículas, 5.594 pessoas morriam a mais a cada ano. “Ninguém terá como causa ‘morte por incêndio florestal’ na certidão de óbito a menos que o fogo realmente os tenha queimado ou que uma árvore tenha caído sobre eles ou algo do tipo”, disse Michael Jerrett, da Universidade da Califórnia, que não participou do estudo, ao site ScienceAlert. “Mas muitas das pessoas que estão morrendo por causa dessa exposição são aquelas que já estão mais vulneráveis” (Science Advances, 4 de fevereiro).

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