
Angela Weiss / AFP via Getty ImagesUma banca de jornal em Nova York com informações falsas, montada pela Columbia Journalism Review para alertar sobre os perigos da informação, às vésperas das eleições de 2018Angela Weiss / AFP via Getty Images
Alertar sobre a possível circulação de mentiras, boatos e fake news durante as campanhas eleitorais, em vez de tentar corrigi-las depois, pode evitar que as pessoas sejam enganadas, de acordo com um estudo que analisou eleições nacionais recentes nos Estados Unidos e no Brasil. Uma equipe coordenada pelo Dartmouth College, nos EUA, com a participação da brasileira Marília Gehrke, da Universidade de Groningen, nos Países Baixos, fez três experimentos até chegar a essas conclusões. O primeiro, com 2.643 pessoas, que interagiam com artigos curtos confiáveis ou com informações neutras, examinou como o chamado pré-bunking (alertas contra mentiras) e as correções de fontes confiáveis restauraram a confiança eleitoral antes das eleições de meio de mandato de 2022 nos Estados Unidos. O segundo, com 2.949 pessoas, analisou os efeitos do pré-bunking e das correções de fontes confiáveis após a eleição presidencial de 2022 no Brasil. Nos dois casos, o pré-bunking foi a estratégia mais eficaz para restabelecer a confiança nas eleições e reduzir a crença em fraudes. O terceiro, com 2.030 participantes, focado nas eleições de meio de mandato em 2022 nos Estados Unidos, mostrou que os alertas que não mencionavam conspirações ou insurreições foram mais eficazes do que os que as citavam, provavelmente porque a exposição ao risco induzia ao ceticismo em relação a artigos factuais (Science Advances, 29 de agosto).
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