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Brasil

O expresso da arqueologia

Paulo Zanettini, dono de uma empresa de pesquisas arqueológicas que trabalha para governos e prefeituras, encontrou uma forma inusitada de envolver em seus projetos as comunidades dos locais onde trabalha. Um ônibus, que faz as vezes de museu e centro de exposições ambulante, acompanha os arqueólogos, divulga os achados e realiza atividades educativas.

Nos últimos seis meses, o Arqueobus, como o ônibus é chamado, percorreu 15 mil quilômetros e aportou em quatro lugares: Campinas, no interior paulista, Vila Bela da Santíssima Trindade, no Mato Grosso, Alto Horizonte, em Goiás – cidades em que a empresa realiza projetos de resgate do patrimônio arqueológico – e, por fim, Brasília, onde foi apresentado para autoridades e a população. No périplo, 75 mil pessoas visitaram o ônibus.

O veículo dispõe de computadores disponíveis para a realização de cursos gratuitos. Também é usado como suporte para escavações em lugares distantes – aliás, sua função original. “O Arqueobus nasceu da idéia de disponibilizar tecnologia às equipes, mas logo ganhou uma outra dimensão”, diz Paulo Zanettini. Em 2005 há viagens programadas para o Mato Grosso e a região do Arraial de Canudos, na Bahia.

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