País de dimensão continental, o Brasil oferece desafios para motivar o desenvolvimento de inúmeras tecnologias inovadoras e um mercado interno com magnitude para absorver muitos projetos. Estima-se que haja 20 mil startups no país, que são entendidas como de iniciativas de base tecnológica, em geral de pequeno porte, que se dedicam a soluções com potencial econômico e social. Uma parcela dessas companhias procura ir além, buscando mercados externos por meio de exportações, parcerias ou mesmo se estabelecendo fisicamente em outros países.
Existem várias limitações a essa internacionalização, entre as quais o acesso a recursos financeiros. Levantamento recente de um recorte específico dessas empresas, as deep techs, na América Latina, mostra que 72% delas estão concentradas no Brasil. As três nacionais que mais captaram recursos privados em 2024 foram a brain4care, de monitoramento de pressão intracraniana, a growPack, de embalagens sustentáveis, e a Symbiomics, voltada a bioinsumos para a agricultura (tema da edição de dezembro). A reportagem de capa mostra obstáculos enfrentados pelos empreendedores que procuram se internacionalizar, iniciativas institucionais de apoio e casos bem-sucedidos de estabelecimento no exterior.
É fácil se interessar pelos pterossauros, esses répteis voadores, parentes dos dinossauros e ancestrais das aves, extintos há mais de 60 milhões de anos. Estudá-los é desafiador, em parte porque seus ossos ocos e finos, aptos para o voo, são frágeis. Mas o ano de 2025 foi fértil para esses paleontólogos, conta nosso colaborador Enrico Di Gregório. Pesquisas recentes incluem uma espécie com arcada de 500 dentes, parecida com um pente-fino, e envolvem até mesmo um tipo de fóssil chamado regurgitólito, isto é, vômito petrificado.
Talvez seja antiquado, mas esmero é o termo que vem à mente quando falamos da apresentação gráfica desta revista. O cuidado com que a equipe aborda cada pauta, identificando a linguagem correta para ilustrar e complementar a reportagem, é um trabalho de investigação e criatividade. Fotos são produzidas ou pesquisadas em bancos de imagens, ilustrações são encomendadas, infográficos são desenvolvidos. Para acompanhar a seção Memória desta edição, sobre os diários do imperador dom Pedro II, a proposta foi adaptar alguns desses registros para o formato de história em quadrinhos. Para executar essa tarefa, contamos com o talento do nosso infografista residente, Alexandre Affonso, que montou um storyboard no papel antes de executar a proposta no formato digital. O resultado pode ser conferido aqui.
A entrevista do físico Amir Caldeira, da Unicamp, poderia ser intitulada “Tudo que você sempre quis saber sobre mecânica quântica, mas nunca teve coragem de perguntar”. Essa área do conhecimento, bastante contraintuitiva, é tão fascinante quanto difícil de entender. Mas as perguntas feitas por Marcos Pivetta, os menos familiarizados terminem a leitura com uma compreensão desse universo. A conversa ocorreu em setembro passado, logo após a aposentadoria de Caldeira, e pouco antes do anúncio do Nobel de Física de 2025 para três físicos experimentais que mediram empiricamente um fenômeno previsto pelo brasileiro e seu orientador em um artigo científico de 1981.
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