Guia Covid-19
Imprimir PDF Republicar

Toxicologia

Orla contaminada

O artigo “Contaminação de canteiros da orla marítima do Município de Praia Grande (SP) por ovos de Ancylostoma e Toxocara em fezes de cães” avaliou o nível de infecção de algumas regiões do litoral paulista. O estudo, assinado por João Manoel de Castro, da Universidade Paulista, Sérgio Vieira dos Santos e Nabor Alves Monteiro, ambos da Universidade Guarulhos, procura enfocar um importante problema de saúde pública. A larva migrans visceral e a larva migrans cutânea, causadas por Toxocara e Ancylostoma, podem transmitir zoonoses. “Os turistas costumam viajar com seus cães e levá-los para passear no calçadão da orla marítima, onde os animais utilizam os canteiros para defecar e urinar, sem que os proprietários recolham as fezes”, relatam os autores. “Adultos e crianças costumam utilizar os canteiros do calçadão para limpar os pés de areia ou mesmo sentar ou deitar para descansar”, alerta. O estudo analisou 257 amostras de fezes de cães provenientes do calçadão da orla marítima de Praia Grande, no litoral paulista. Do total das amostras analisadas, independentemente do local de coleta e da estação do ano, 45,9% estavam contaminadas por ovos de Ancylostoma e 1,2% com ovos de Toxocara. “Nos últimos anos, contamos no Brasil com alguns levantamentos isolados sobre o grau de contaminação com ovos de Ancylostoma e Toxocara em áreas públicas. Todos demonstram potencial de transmissão de doenças à população”, afirmam os pesquisadores. A alta freqüência de ocorrência de amostras de fezes positivas para Ancylostoma vai ao encontro de outros estudos sobre a prevalência de parasitas em fezes de cães em diversas regiões do país.

Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical – vol. 38 – nº 2 – Uberaba – mar./abr. 2005

Link para o artigo

Republicar