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Tecnociência

Os soldados de Napoleão

A descoberta em Vilnius, capital da Lituânia, de cerca de 2 mil esqueletos de soldados franceses que fizeram parte da Grande Armada de Napoleão Bonaparte e morreram de fome e frio na famosa e malsucedida campanha da Rússia, em 1812, pode jogar luz sobre o estado de saúde dos súditos do imperador – e dos europeus em geral – no início do século 19. Os restos dos militares, encontrados por acaso durante escavações realizadas em novembro por uma empresa de construção, foram enterrados, às pressas, há quase 200 anos pelos russos, que temiam a eclosão de um surto infeccioso se os cadáveres não ganhassem o subsolo rapidamente.

Agora, antropólogos e especialistas em medicina legal do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França se dedicam a precisar, a partir dos ossadas resgatadas, quais eram as condições de saúde dos soldados de Napoleão no momento de sua morte. Esperam determinar a altura, estado da dentição, carências alimentares e eventuais doenças desses guerreiros vitimados na campanha.

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