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Inovação

Parcerias com o PIPE

Incubadora abre espaço para mais 78 vagas e para novos projetos com a FAPESP

BRAZDepois de passar por ampla reforma que consumiu R$ 1,1 milhão e triplicou suas instalações, o Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec) de São Paulo abriu concorrência para abrigar 78 novos empreendimentos que também podem receber financiamento da FAPESP. Os interessados a um lugar na incubadora devem retirar o edital até o dia 20 de setembro no Cietec, que fica nas instalações do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), dentro da Cidade Universitária em São Paulo. As propostas devem ser encaminhadas ao Cietec para uma pré-seleção até 24 de setembro. O resultado final será conhecido em 28 de fevereiro de 2002. Outras informações no site www.ipen.br/cietec/cietec.html.

Maior pólo incubador do país, o Cietec abriga 53 empreendimentos caracterizados por inovação tecnológica de produtos, serviços ou processos. Entre esses empreendimentos, oito têm financiamento da FAPESP dentro do Programa de Inovação Tecnológica em Pequenas Empresas (PIPE), e outros 17 estão em processo de análise. Somados, os financiamentos superam R$ 1,5 milhão, o equivale a 60% dos recursos obtidos pelas empresas incubadas em agências financiadoras. “A FAPESP é a maior apoiadora dos projetos do Cietec”, diz Sérgio Wigberto Risola, gerente do Cietec. “Nossa missão é apoiar empresas geradoras de tecnologia.”

Várias modalidades
A expectativa de Risola é que 350 interessados concorram às 78 novas vagas abertas nas áreas de biomedicina, biotecnologia, tecnologia de informação, química, meio ambiente, técnicas nucleares, instrumentação, engenharia de materiais e softwares. As empresas poderão escolher entre quatro modalidades: hotel de projetos (ou pré-incubação), empresa residente, associada ou de software. O hotel de projetos apóia a criação de negócios que ainda não tenham condições de início imediato. “Muitas vezes, o empreendedor tem uma boa idéia, mas não tem recursos. Nós o ajudamos na captação”, explica Risola.

A incubadora de empresas residentes destina-se a empreendimentos constituídos que já tenham domínio da tecnologia, disponham do capital mínimo e de um plano de negócios definido. Para eles, será cedida área de até 50 metros quadrados. A incubadora de empresas associadas tem o mesmo perfil, com a diferença de que essas empresas têm sede em outro local e usam o Cietec para fazer a ponte tecnológica com a universidade e os centros de pesquisa. Por fim, a incubadora de software é direcionada exclusivamente para projetos desse segmento.

As empresas incubadas dispõem de completa infra-estrutura para suas atividades. Além das instalações do Cietec, também contam com o apoio de consultores de tecnologia, marketing e comercialização, assistência jurídica e assessoramento sobre patentes. “O mais importante, talvez, seja a possibilidade de acesso a todo conhecimento gerado na USP, no Ipen e no IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas)”, diz Risola.

Intercâmbio mundial
Criado em setembro de 1996, o Cietec foi eleito pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos de Tecnologias Avançadas (Anprotec) como núcleo de referência em marketing e comercialização entre as 145 incubadoras do país. “Queremos disseminar nossos conhecimentos para as demais incubadoras brasileiras”, afirma Risola. Esse intercâmbio ganhará vulto durante a Conferência Mundial de Incubadoras de Empresas (WCBI), que acontecerá entre 23 e 26 de outubro, no Rio de Janeiro, reunindo todas as incubadoras brasileiras e os melhores especialistas de outros países.

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