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Inovação

Passaporte para o mercado externo

Pipe faz dez anos e ganha reforço para a fase 3

BRAZO Programa Inovação Tecnológica em Pequenas Empresas (Pipe) foi criado no dia 18 de junho de 1997, há dez anos, com um objetivo até então inédito: apoiar o desenvolvimento de pesquisa inovadora em ambiente empresarial. Desde então, o programa já financiou mais de 700 projetos que incluem desde os estudos sobre a viabilidade técnica de uma idéia criativa, conhecida como fase 1, até o desenvolvimento da pesquisa propriamente dita e do protótipo de seu resultado, a fase 2. O grande desafio sempre foi o financiamento da fase 3 – a de desenvolvimento de novos produtos para o mercado -, que a FAPESP, por razões estatutárias, não pode apoiar.

Esse empecilho foi parcialmente contornado em 2004, quando a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), por meio de acordo com a FAPESP, destinou recursos do Programa de Apoio à Pesquisa em Empresas (Pappe), do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), a  20 empresas que, na época, tinham concluído com sucesso as fases 1 e 2 do Pipe, com o objetivo de apoiar engenharia de produção e desenvolvimento do negócio, por um período de dois anos. A contrapartida da FAPESP, prevista no acordo com a Finep, equivaleu aos investimentos nas duas primeiras fases do Pipe, período em que os pesquisadores desenvolveram o projeto, realizaram a pesquisa e elaboraram o plano de negócios.

A fase 3 do programa será agora retomada.  Além dos recursos provenientes de um novo acordo com a Finep, as empresas do Pipe poderão contar com mais uma modalidade de apoio para o desenvolvimento de produtos inovadores. A FAPESP firmou convênio com a Imprimatur Capital Limited, uma empresa internacional de capital de risco, com sede em Londres, especializada em propriedade intelectual e licenciamento de tecnologias, que também apóia o planejamento de negócios e a prospecção de mercados para pequenas empresas de base tecnológica. Essa parceria permitirá à Fundação ampliar as oportunidades  às empresas que concluírem a fase 2 do Pipe, em especial no mercado externo, já que a Imprimatur tem escritório em Hong Kong, Cingapura, Kiev e Riga, e também atua na Hungria.

Capital de risco
Pelo acordo, a Imprimatur apoiará a FAPESP na avaliação,  comercialização e financiamento de projetos para a fase 3 do Pipe. Os projetos serão analisados por um comitê formado por assessores da FAPESP e da  empresa parceira. As propostas aprovadas contarão com recursos de bolsa auxílio a pesquisa, do lado da FAPESP, e investimentos de risco, do lado da Imprimatur. Excepcionalmente, poderão ser apoiadas apenas pela FAPESP – com recursos da Finep e na forma de auxílio a pesquisa -; ou contar exclusivamente com investimentos de risco da Imprimatur. Os projetos terão duração de 24 meses e um orçamento de até R$ 500 mil.

Além de investimentos, a Imprimatur oferecerá às empresas  serviços como planejamento  de negócios; pesquisa de mercado; gerenciamento de atividades; e até capital semente. E pagará à FAPESP 30% de todos os ganhos na comercialização de patente ou produto, reconhecendo assim os investimentos da Fundação na formação do capital intelectual e no desenvolvimento do projeto nas duas primeiras fases do programa, que serão destinados ao financiamento de novos projetos.

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