A Universidade Estadual de Lagos (Lasu), na Nigéria, anunciou a demissão de dois pesquisadores responsabilizados por violações do código de conduta da instituição, como assédio e maus tratos a estudantes, e envolvimento em práticas financeiras antiéticas, de acordo com o jornal Daily Post Nigeria.
Olatunji Tajudeen Fasasi Abanikanda, ex-diretor da Escola de Agricultura da universidade e professor do Departamento de Ciências Agrárias, foi demitido por submeter 400 alunos a tratamento desumano, mantendo-os em uma fazenda experimental das 6h30 às 22h, sem comida e expostos a chuvas torrenciais. O caso foi denunciado pela Take-It-Back, organização de defesa dos direitos humanos da Nigéria. Abanikanda também foi acusado de assédio sexual a alunas, assédio moral a funcionários e cobrança não autorizada de dinheiro de estudantes.
Já Khadeejat Kareem-Ibraheem, pesquisadora do Departamento de Ciências Animais, foi considerada culpada por depositar em sua conta pessoal receitas geradas pela venda de produtos agrícolas da universidade. A decisão foi anunciada pelo Conselho Administrativo, após avaliar os resultados de uma investigação interna que durou seis semanas. Espalhada por 10 campi, a Lasu tem 61 mil estudantes.
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