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Saúde

Quando se esconder do sol

Quem trabalha no campo precisa se precaver contra os efeitos do calor intenso

Golser / Getty Images

Quando o calor é muito forte, quem gerencia equipes que trabalham a céu aberto pode hesitar entre manter o ritmo e assegurar a produtividade ou fazer uma pausa para evitar desmaios decorrentes do calor intenso. Para ajudar na decisão, a Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro) lançou o Monitor IBUTG, sigla de Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo. O programa estima o calor ambiental recebido pelo corpo, utilizando dados atmosféricos, e o calor metabólico de quem está exposto ao calor, a partir de suas roupas e atividades – um macacão impermeável ao suor pode aumentar o índice em até 10 graus Celsius (ºC). Os parâmetros atmosféricos das últimas horas provêm do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e de simulações para os dias seguintes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). É possível assim conhecer os riscos da exposição ao calor em tempo quase real para qualquer lugar do Brasil e diferentes condições de trabalho. Por exemplo, para um agricultor que trabalha agachado com um macacão de tecido em uma fazenda em Ribeirão Preto, no interior paulista, com temperatura de até 33 ºC, recomenda-se aumentar as pausas e intercalar com atividades sem tanta exposição ao sol. O programa pode ser acessado pelo site monitoributg.fundacentro.gov.br ou em aplicativos para celular nas versões Android e iOS (Newsletter da Fundacentro, 20 de dezembro de 2023).

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