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saúde pública

Rede de olho nas bactérias

A área de saúde receberá um reforço importante para evitar o agravamento de doenças provocadas por bactérias. Em janeiro começa a funcionar um programa nacional para monitorar alguns gêneros de bactérias resistentes a antibióticos. A rede de laboratórios de saúde pública de todo o país, que de certo modo já realiza esse monitoramento, será interligada sob a coordenação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), patrocinada pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa), organismo do Ministério da Saúde. O programa é importante porque a multirresistência das bactérias vem crescendo de ano para ano, provocando o aumento do tempo de hospitalização, no custo do tratamento e maior risco de mortalidade.

“Se não tivermos o controle da situação a médio prazo, vai ser cada vez mais difícil vencer as bactérias que se tornam resistentes”, diz Dália Rodrigues, pesquisadora da Fiocruz e coordenadora do programa. Bactérias comuns, como a Salmonella e a Shigella , que agem no intestino, já apresentam resistência a diversos tipos de antibiótico. “Com a criação da rede, vamos ter mais informações e saber quais decisões tomar para evitar que a situação se agrave”, afirma a pesquisadora.

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