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climatologia

Rios russos alteram clima no Ártico

Formada por folhas em decomposição, solo, nutrientes e material biológico vivo, a matéria orgânica transportada pelos rios da região siberiana da Rússia para o Círculo Polar Ártico libera gases que formam minúsculas partículas no ar, conhecidas como aerossóis. As partículas atuam como sementes para a formação de nuvens e permitem que o vapor de água se condense ao seu redor, criando gotículas de nuvem. De acordo com uma equipe internacional de pesquisadores, as partículas de aerossol afetadas por esse escoamento fluvial se formaram 300% mais rápido e cresceram 60% mais rápido durante os nove anos de observações, mapeamento por satélites e coleta de dados em campo. O aumento na quantidade de partículas de aerossol favorece a formação de nuvens e contribui para manter as temperaturas baixas da região. A descoberta aprimora os modelos computacionais de previsão climática no Ártico, que está aquecendo quatro vezes mais rápido que outras partes do mundo (Communications Earth & Environment, 22 de janeiro).

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