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Silício brasileiro

Silício brasileiro para células solares

eduardo cesarLâminas de células solares fazem conversão da energia do sol em eletricidadeeduardo cesar

Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) conseguiram obter células solares com a mesma pureza das importadas. “Partimos do silício metalúrgico fornecido pela empresa Rima, de Minas Gerais, com 99% de pureza, e o purificamos através da rota metalúrgica, utilizando um forno de fusão por feixe de elétrons, atingindo uma pureza de 99,999%”, diz o professor Paulo Roberto Mei, da Faculdade de Engenharia Mecânica, que coordena as pesquisas de células solares em parceria com o professor Francisco das Chagas Marques, do Instituto de Física. A rota metalúrgica é mais simples e sem os problemas de rejeitos químicos produzidos pela rota química utilizada no exterior para produzir silício de alta pureza. Detentor das maiores reservas mundiais de quartzo, mineral utilizado para fabricação do silício, o Brasil importa as lâminas utilizadas na fabricação dos painéis fotovoltaicos. “O país exporta o silício metalúrgico a US$ 2 o quilo. Depois de purificado no exterior é transformado em lâminas usadas na fabricação de semicondutores ou células fotovoltaicas que custam entre US$ 50 e US$ 1.000, dependendo da pureza e da cristalinidade”, compara Mei. A empresa Tecnometal, de Campinas, a única fabricante de painéis fotovoltaicos no Brasil, também é parceira da pesquisa.

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