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Tecnociência

Tratamento deixa grão mais atraente

Uma nova técnica para remover os fungos que atacam os grãos de cereais rendeu à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) seu primeiro contrato de licença para exploração de patente e know-how. O contrato foi assinado entre a universidade e a Cooperativa Agrária Mista Entre Rios, de Guarapuava, no Paraná, com duração de cinco anos. O processo, essencialmente químico, envolve soluções especiais que não retiram nada do grão, a não ser as características indesejáveis, preservando as características físicas, biológicas e químicas, como descreve José Antonio Martinelli, do Departamento de Fitossanidade da Faculdade de Agronomia da universidade gaúcha, coordenador do projeto.

O clima úmido do Sul do Brasil, especialmente no inverno, é a porta de entrada para o surgimento de fungos e bactérias, que causam doenças nos cereais e deixam os grãos escuros. Até agora a indústria tem se utilizado de recursos mecânicos para tentar diminuir esses efeitos, com a escarificação da superfície do grão por meio de abrasivos. Mas, segundo Martinelli, essa técnica tem problemas porque, além de não remover totalmente as manchas, danifica o grão. Os estudos que chegaram a essa nova técnica começaram há oito anos, com aveia, cevada e trigo. Milho e soja também são sementes que podem hospedar grande número de fungos. “Questões básicas de pesquisa relacionadas com o ataque de fungos aos grãos levaram a essa tecnologia, que patenteamos e que a universidade está tentando transferir para a sociedade”, conta Martinelli.

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