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Variações e diferenciais de rendimentos no Brasil e em São Paulo

  • Após retração de 11% do rendimento real médio no Brasil, em 2021 – possível efeito da pandemia de Covid-19 –, seu valor-hora elevou-se continuamente até chegar a R$ 21,13, em 2025. Além das flutuações conjunturais, esse valor reflete o efeito de elementos estruturais, como nível de instrução e sexo
  • Em 2025, os titulados no ensino superior receberam R$ 38,87 por hora, 175% a mais que os não titulados (R$ 14,11). Esse diferencial pouco se alterou ao longo do período analisado (2020-2025)
  • A desigualdade de renda entre homens e mulheres é marcante. Em 2025, homens ganharam em média R$ 22,19 por hora, 12% a mais que as mulheres. Entre os que concluíram o ensino superior, a diferença aproxima-se de 37%: R$ 45,30 para homens e R$ 33,11 para mulheres, mas é menor para os que não o concluíram: 14% a favor dos homens (R$ 15,19 ante R$ 12,34)
Alexandre Affonso / Revista Pesquisa FAPESP
  • No estado, os rendimentos reais superaram a média nacional durante todo o período. Seu valor horário oscilou de R$ 25,63 (2020) para R$ 24,86 (2025), com queda de 14% em 2021. O crescimento real acumulado entre 2020 e 2025 foi de 6%
  • Em 2025, o prêmio educacional paulista (158%) foi pouco inferior ao nacional: os titulados no ensino superior receberam R$ 41,83 por hora ante R$ 16,20 dos não titulados. Os rendimentos dos paulistas superaram a média nacional seja entre os que completaram o ensino superior (8%), seja entre os que não o completaram (158%)
  • A desigualdade entre homens e mulheres em São Paulo é ainda maior que no Brasil. Em 2025, homens ganharam R$ 26,82 por hora, 19,7% a mais que os R$ 22,41 das mulheres. Entre titulados no ensino superior, os homens receberam R$ 48,47, valor 37% maior que os R$ 35,32 das mulheres. Entre os não titulados, a diferença foi de 24% em favor dos homens (R$ 17,58 ante R$ 14,14)
Alexandre Affonso / Revista Pesquisa FAPESP

Nota dos gráficos Rendimento mensal habitual de todos os trabalhos para pessoas de 14 anos ou mais de idade.
Deflator para rendimentos habituais fornecido pelo IBGE nos Microdados da PNAD Contínua (valores a preços médios do 3o trimestre de 2025) Fontes IBGE – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PNAD Contínua (3o TrimestreE) – Microdados Elaboração FAPESP/DPCTA/GPAFI

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