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Ambiente

O lento adeus das geleiras

A geleira Aletsch, nos Alpes suíços: derretimento à vista

Jo Simon / Wikipedia

As geleiras das montanhas do sudoeste da Argentina e do nordeste da Espanha estão perdendo gelo com rapidez e podem desaparecer até o final do século. Não só elas. Também as das Montanhas Rochosas canadenses e as do sudeste da Nova Zelândia, além do glaciar Khumbu, no Himalaia, e do Jakobshawn Isbrae, na Groenlândia, segundo um levantamento de pesquisadores da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), da Escola Politécnica de Zurique e da Universidade de Friburgo, as três na Suíça (Earth’s Future, 29 de abril). Os especialistas usaram dados da literatura científica para estimar a situação de 19 mil geleiras em 46 sítios considerados patrimônio mundial. Com o auxílio de modelagem computacional, eles projetaram o que deve ocorrer com elas. Os resultados indicam que as geleiras de até 21 desses sítios podem desaparecer por completo até o final do século, dependendo da intensidade das mudanças no clima. As geleiras são consideradas um dos melhores indicadores de mudanças climáticas, porque seu volume depende da temperatura do ar, da precipitação de neve e da troca de energia com a superfície da Terra. Mesmo em um cenário de baixa emissão de gás carbônico, um dos principais responsáveis pelas alterações climáticas, elas desapareceriam de oito dos 46 sítios analisados. Segundo o estudo, até o final do século, o volume do gelo acumulado nessas geleiras deve diminuir de 33% a 60%.

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