
Claire Lamman / DesiA Terra está no centro deste mapa de galáxias. No detalhe, a estrutura em grande escala do UniversoClaire Lamman / Desi
Gerenciado pelo Laboratório Nacional Lawrence Berkeley (Berkeley Lab) do Departamento de Energia dos Estados Unidos, o Instrumento Espectroscópico de Energia Escura (Desi) concluiu um mapa com 47 milhões de galáxias e quasares (núcleos ativos de galáxias distantes), além de 20 milhões de estrelas próximas usadas para estudar a Via Láctea. O levantamento de cinco anos, concluído antes do prazo e com 13 milhões de galáxias a mais do que o planejado inicialmente, produziu o maior mapa 3D de alta resolução do Universo já feito. Ao comparar a forma como as galáxias se agrupavam no passado com sua distribuição atual, os pesquisadores rastrearam a influência da energia escura ao longo de 11 bilhões de anos da história cósmica. Os dados obtidos nos três primeiros anos do Desi sugeriram que a energia escura poderia estar evoluindo ao longo do tempo. Se confirmado, isso representaria uma grande mudança na forma de pensar o Universo e seu possível destino, que depende do equilíbrio entre matéria e energia escura (Berkeley Lab, 15 de abril).
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