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Tecnociência

A árdua batalha para contar genes

“Desconfio de que não conheçamos o número certo de genes em nenhum organismo, e menos ainda no homem”, desabafou Phil Green, especialista em bioinformática da Universidade de Washington, Estados Unidos, durante um encontro realizado em maio no Laboratório de Cold Spring Harbor, Estado de Nova York (Nature, 5 de junho). “Acho que nunca teremos um número final”, disse Jean Weissenbach, diretor do centro francês de seqüenciamento Genoscope, outro participante da reunião.

Entre as causas que dificultam o estabelecimento de uma contagem definitiva, os pesquisadores destacaram a ainda baixa confiabilidade dos programas de computador encarregados de identificar e contar os genes de um genoma. Em alguns casos, os softwares erram para menos: não conseguem prever a existência de genes muito pequenos, que se encontram escondidos no meio de genes maiores.

“Nenhum programa de computador jamais conseguirá pegar esses genes”, afirmou Gerald Rubin, da Universidade da Califórnia em Berkeley. Em outros, erram para mais: contabilizam duas ou mais vezes a presença de um gene no genoma, confundindo as cópias de um gene com o seu original.

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