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Tecnociência

A morte da bezerra

“Ela vive no mundo da lua…” A sociedade não vê com bons olhos quem sonha acordado, o que agora se revela bastante injusto. Com um aparelho de ressonância magnética funcional, pesquisadores dos Estados Unidos e do Canadá encontraram atividade em várias regiões do cérebro de pessoas enquanto divagavam – inclusive áreas associadas à resolução de problemas complexos. Na verdade, a mente de quem se perde em sonhos está mais ativa do que ao executar tarefas cotidianas. No estudo, publicado em maio na PNAS, voluntários eram instruídos a apertar um botão quando números aparecessem num monitor. Enquanto isso os pesquisadores monitoravam a atividade cerebral e o nível de atenção direcionada à tarefa. A equipe se surpreendeu ao ver, em momentos de distração, se ativarem não só as partes do cérebro ligadas à atividade mental de rotina como também as que entram em ação para lidar com questões mais fundamentais. E quanto menos consciente a pessoa estava da distração, mais ativas ficavam essas diferentes partes do cérebro. A melhor estratégia para resolver uma situação complicada pode ser executar uma tarefa simples e deixar a mente livre.

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