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Estratégias

A parceria China-África

Autoridades de mais de 40 países africanos estiveram em Pequim no início de novembro para celebrar acordos de comércio e investimentos com a China. No encontro de cúpula, que celebrou 50 anos de relações diplomáticas entre chineses e africanos, o vice-primeiro-ministro Wu Yi assumiu uma série de compromissos com os parceiros comerciais, dos quais a China depende para importar petróleo, minério de ferro e cobre. Irá, por exemplo, destinar 300 milhões de yuans (US$ 37,5 milhões) para comprar remédios e bancar tratamentos contra a malária na África. Os chineses vão ajudar os africanos a construir dez centros de ciências agrárias e a criar cem novos hospitais. O número de bolsas para jovens africanos na China deve dobrar para 4 mil até 2009. Um fundo instituído pelo governo de Pequim irá oferecer US$ 5 bilhões em empréstimos e créditos com juros baixos nos próximos três anos. Empresas chinesas com negócios na África poderão usar o dinheiro. “Temos orgulho das relações que a China mantém com a África”, disse Wu Yi, segundo a BBC. O comércio entre China e África multiplicou-se por dez desde 1995. John Page, economista do Banco Mundial, aplaudiu as medidas, mas disse à imprensa chinesa que, como a realidade varia bastante de país para país no continente africano, serão necessários planos detalhados para tornar eficiente a assistência.

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