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Tecnociência

A respiração paralela dos insetos

Em vez de pulmões, os insetos – o mais numeroso e variado grupo de animais – possuem um sistema de tubos internos chamados traquéia, por meio dos quais o oxigênio entra e sai. Mas besouros, grilos, formigas, borboletas, baratas e outros insetos valem-se também de rápidos ciclos de compressão e expansão da traquéia em sua cabeça e tórax. Por meio desse mecanismo, trocam até metade do ar a cada segundo, um volume similar a uma pessoa fazendo exercício físico moderado, conforme o estudo coordenado por Mark Westneat, curador de zoologia do Field Museum, de Chicago, Estados Unidos, e publicado na Science de 24 de janeiro.

A compressão traqueal foi descoberta por meio do síncrotron, um acelerador de partículas atômicas que gera feixes de raios X 1 bilhão de vezes mais intensos que os normais e permitiu que fossem elaborados vídeos da respiração dos insetos. Aplicada provavelmente pela primeira vez no estudo de insetos vivos, essa técnica revela a estrutura e a função de órgãos internos. Pode também auxiliar na saúde humana. O estudo das paredes dos vasos sangüíneos em camundongos e nos corações dos besouros (cada besouro tem de oito a dez corações) pode indicar novas formas de tratar a hipertensão, por exemplo.

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