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Agropecuária

Agropecuária acelera erosão no Cerrado

A perda de solo em pastagens foi 160 vezes maior que em áreas preservadas

Ângela Macário / Getty Images

A conversão de áreas de vegetação nativa em pastagens ou plantações nas últimas décadas acelerou, ao menos temporariamente, o ritmo de erosão do solo no Cerrado. Analisando a concentração de variedades (isótopos) de elementos químicos do solo e da atmosfera que permanecem estáveis por centenas de milhares de anos e a de outros que sofrem transformações em poucas décadas, um grupo internacional de pesquisadores estimou a evolução no ritmo de denudação do solo na região central do país nos últimos 50 anos. Sob a coordenação do grupo da Universidade Federal de Goiás (UFG) e do Centro Europeu de Pesquisa e Ensino em Geociências Ambientais (Cerege), da França, uma equipe coletou amostras de solo e de sedimentos de rios dentro e fora do Parque Nacional de Brasília, uma unidade de conservação criada em 1961 na capital federal. A perda de solo foi de aproximadamente 0,01 milímetro (mm) por ano, próximo ao observado em outras áreas de Cerrado. Já nas áreas convertidas em pastagem ou plantação, o ritmo de erosão foi de até 1,6 mm por ano (160 vezes maior), em especial de 1975 a 1985, quando a maior parte da vegetação original da região foi derrubada (Earth’s Future, 10 de agosto).

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