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Tecnociência

Água doce para o semi-árido

A cidade de São João do Cariri, no semi-árido da Paraíba, foi escolhida para o desenvolvimento de um projeto de dessalinização de água salobra que tem como objetivo fornecer água doce ou potável para comunidades carentes. Para isso, pesquisadores do Laboratório de Referência em Dessalinização (Labdes) da Universidade Federal de Campina Grande desenvolveram uma membrana cerâmica porosa que pode substituir as importadas empregadas atualmente nos processos de osmose inversa, um dos métodos usados para retirar o sal da água. A técnica consiste em pressurizar a água salobra retirada de poços da região, fazendo com que ela circule na superfície de membranas que praticamente só deixam passar a água pura. Nos processos térmicos, como evaporação ou compressão de vapor, a extração do sal é feita pela geração de calor. “Os sistemas de dessalinização com membranas vêm substituindo os térmicos por vários aspectos, como custo, manutenção mais barata e espaço físico”, diz o professor Kepler Borges França, coordenador do projeto e responsável pelo Labdes. O sal que sobra no processo é recolhido para descarte ou aproveitamento posterior, por exemplo, em tanques de criação de peixes.

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