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Ajuda mais sincera aos países pobres

A Royal Society, a prestigiosa academia de ciências britânica, lançou duras críticas ao governo do Reino Unido, pelo apoio deficiente à pesquisa no Terceiro Mundo. Em relatório apresentado ao Comitê de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Comuns, a sociedade descreveu o Departamento para o Desenvolvimento Internacional, articulador dessas iniciativas na burocracia britânica, como fraco em conhecimento científico e isolado dentro da burocracia estatal. Também diz que o órgão tem sido incapaz de identificar as reais necessidades dos países pobres.

A análise sugere que o departamento prefere investir em projetos assistencialistas, que promovem benefícios imediatos, como aumentar os níveis de vitamina A nas batatas-doces de Uganda. Mas não se preocupa em executar programas que poderiam ajudar vários países de uma só vez – como monitorar por satélite as chuvas no continente africano, o que resultaria em maior produção agrícola e em redução da fome. O documento recomenda, ainda, que o departamento tenha à frente o apoio de um cientista-chefe, respaldado por uma equipe de pesquisadores profissionais (Nature, 5 de fevereiro).

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