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Reciclagem

Álcool do bagaço de cana

Uma fábrica piloto para produzir etanol a partir de resíduos agroindustriais, como bagaço de cana, foi instalada no Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobras (Cenpes), na ilha do Fundão, no Rio de Janeiro. A tecnologia utilizada para a quebra de moléculas do vegetal é a enzimática. O processo começa com um pré-tratamento do bagaço, para que ocorra uma quebra da estrutura cristalina da fibra. Em seguida é retirada a lignina, complexo que dá resistência à fibra e protege a celulose da ação de microorganismos, mas inibe o processo fermentativo. Na terceira fase, o líquido proveniente do pré-tratamento ácido, rico em açúcares, é fermentado por uma levedura adaptada. O sólido proveniente da retirada da lignina também passa por um tratamento, que consiste em um processo de sacarificação (transformação em açúcares) por meio de enzimas e fermentação pela levedura Saccharomyces cerevisiae. Na etapa final, ambos os líquidos provenientes das diferentes fermentações são destilados e resultam no álcool. O projeto foi desenvolvido pela Petrobras em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e outras universidades brasileiras (leia em Pesquisa FAPESP nº 133). A planta experimental tem capacidade para produzir cerca de 220 litros de etanol por tonelada de bagaço de cana. Os pesquisadores estão trabalhando na otimização do processo de produção para alcançar a marca de 280 litros por tonelada de bagaço.

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