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Estratégias

Amazonas organiza sistema de C&T

O governo do Amazonas está implementando o sistema estadual de ciência e tecnologia. A área de ciência e tecnologia, até então vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, ganhou pasta própria e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam), criada por decreto de 1989, entrou, finalmente, em operação. A nova Secretaria da Ciência e Tecnologia (Sect) vai estabelecer as prioridades de pesquisa da região, “aglutinando as prioridades definidas pelos governos federal e estadual, das universidades federais e estaduais da região e dos institutos de pesquisa”, explica Marilene Corrêa, recém-empossada no comando da secretaria. E a Fapeam, com um orçamento de R$ 15 milhões neste ano, além do fomento de balcão, vai implementar, por meio de projetos especiais, as escolhas estratégicas do governo estadual.

De acordo com Marilene, já estão definidas quatro linhas prioritárias de investigação. A primeira é a de capacitação da pesquisa na área madeireira, ou não, com o objetivo de melhorar os níveis de habitação na região. “A idéia é chegar a um protótipo de uma casa popular decente, com matéria-prima local e com capacidade de agregar valor ao produto”, explica Marilene. A segunda prioridade englobará pesquisas de produção de alevinos de pirarucu, que pode abrir o mercado internacional para o produto nacional. “Esses alevinos são produzidos com tecnologia muito cara no mercado internacional e nós temos tecnologia desenvolvida pelo Instituto de Pesquisa da Amazônia (Inpa), e nas universidades federal e estadual”, ressalva Marilene.

As doenças infecciosas e parasitárias são a terceira prioridade da Sect. “Somos uma área de endemias e epidemias enorme e estamos interessados em investir na pesquisa da malária. O Hospital Tropical de Medicina, o escritório da Fiocruz no Amazonas, e o próprio Inpa já são referências nacionais no estudo da malária e deverão contribuir para reforçar a pesquisa local”, prevê. A quarta linha de atuação da secretaria será na integração da ciência e tecnologia às políticas de geração de emprego e renda desenvolvidas no Pólo Industrial de Manaus (PIM). “Queremos ampliar a potencialidade do PIM em relação à empregabilidade”, afirma Marilene.

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