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Mundo

Antevisão de catástrofes

Começou a funcionar em Lanzhou, no noroeste da China, um centro internacional de pesquisas dedicado ao estudo de problemas ecológicos que resultam da interação de atividades humanas com fatores ambientais, tais como o aquecimento global, a chuva ácida e a desertificação. “Vamos tentar decifrar esses problemas por meio de projetos multidisciplinares, antes que eles causem desastres naturais”, diz Ye Qian, vice-presidente do centro, cientista baseado no Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica dos Estados Unidos. Mais de 20 cientistas e bolsistas da China, Estados Unidos, Alemanha, Rússia e Usbequistão devem participar dos projetos. Eles são vinculados às áreas de meteorologia, hidrologia, geografia, sociologia e economia. As despesas iniciais são bancadas pelo Bureau de Meteorologia da província chinesa de Gansu. “Vamos agora buscar financiamento internacional para estudar cada um desses problemas ambientais”, diz o secretário-geral do centro, Sun Guowu. A entidade planeja publicar documentos anuais sobre os problemas ambientais que afetam o noroeste da China e a Ásia Central. Sun diz que essas regiões sofrem as conseqüências das mudanças climáticas vinculadas ao aquecimento global, e essa foi a razão de Lanzhou ter sido escolhida para sediar o centro.

De acordo com Sun, nos últimos 20 anos a temperatura média no noroeste da China aumentou entre 0,8 e 0,9°C, o dobro da média nacional. O aquecimento e a crescente atividade humana na região seriam as causas do desaparecimento de lagos e rios. Dezenas de milhares de habitantes de Minquan, em Gansu, tiveram de se mudar devido à escassez de água na região. A Ásia Central tem problemas semelhantes. O mar de Aral, situado entre o Usbequistão e o Casaquistão, é um exemplo típico, diz Sun. Desde a década de 1960, seu volume de água sofreu redução de 75%, em boa medida devido a programas de irrigação nos arredores. Isso teve conseqüências climáticas, ecológicas e econômicas. Tempestades de areia se tornaram mais freqüentes e a pesca entrou em colapso. (SciDevNet, 1º de junho)

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