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Tecnociência

Anti-hipertensivo na casca de uva

O processo de extração de um suco com propriedades anti-hipertensivas da casca da uva Vitis labrusca foi patenteado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Essa uva, também chamada de Isabel, possui frutos pequenos, de coloração negra, usados na preparação de sucos e de vinhos, vendidos normalmente em garrafões. São os chamados vinhos de colono.

As benesses anti-hipertensivas dessa uva estão em um estudo pré-clínico do médico Roberto de Moura, professor de farmacologia do Instituto de Biologia da Uerj. Ele seguiu a pista de vários trabalhos científicos que apontam doses moderadas de vinho como benéficas à saúde do sistema cardiovascular. Ao tentar descobrir onde estavam os princípios ativos que combatem os males do coração, Moura testou extratos da polpa e da casca em ratos hipertensos. “Com a polpa não aconteceu nada, mas com a casca a pressão baixou”, explica.

O pesquisador não sabe ainda qual das substâncias existentes na casca – ou a associação entre elas – provoca o efeito anti-hipertensivo. Para tentar encontrar essa resposta seriam necessários grande investimento e muitos anos de pesquisa. Para contornar esse problema, ele acredita que o composto extraído da casca da uva possa ser colocado no mercado como produto fitoterápico em forma de cápsulas. Ele já foi procurado por indústrias farmacêuticas que querem fazer um convênio para a utilização da patente.

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