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Tecnociência

Antioxidante à base de castanha de caju

Os radicais livre presentes em óleos lubrificantes e combustíveis podem modificar a composição desses produtos. Para combatê-los, a última novidade é o óleo da casca da castanha de caju. O produto, depois de passar por uma transformação química para ser transformado em antioxidante, já foi testado na Petrobras e está sendo produzido em escala piloto. A produção em escala industrial está prevista para cerca de um ano. A pesquisa foi desenvolvida no Departamento de Engenharia Química da Universidade Federal do Ceará (UFC), coordenada pelo professor José Osvaldo Bezerra Carioca, em cooperação com a Universidade de Urbino, na Itália.

O Centro de Pesquisas Tropicais da Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa), em Fortaleza, também participou do projeto, cultivando sementes de caju geneticamente modificadas. “Nosso objetivo ao iniciar o projeto era aproveitar o potencial agroindustrial da castanha de caju, pela importância econômica que esse produto tem para o Nordeste”, conta Carioca. Segundo o professor, a indústria da castanha instalada no Nordeste tem na amêndoa, bastante consumida nos países mais frios, seu único produto de valorização econômica.

Só no Ceará, essa atividade envolve 700 mil hectares plantados e 200 mil pessoas trabalhando no campo. E o produto é um dos principais da pauta de exportação do Estado. O processo de obtenção do antioxidante da casca da castanha de caju já foi patenteado no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). Esse trabalho é um dos 307 projetos divididos em 22 áreas temáticas do Fundo Setorial do Petróleo (CTPetro) que estão sob a supervisão do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), em parceria com a Petrobras.

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