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Tecnociência

As cores secas ou frescas

Os correspondentes universais para cores, que traduziriam as mesmas cores de uma língua para outra, são amplamente contestados. Estudos empíricos sustentavam que as línguas se baseavam em um repertório comum de cores, que deveria ser universal. Mas dois pesquisadores norte-americanos, estudando as línguas faladas nas sociedades não-industrializadas, chegaram à conclusão de que essa possibilidade não existe (PNAS , maio de 2003).

Segundo Paul Kay, do Instituto Nacional de Ciência da Computação, na Califórnia, e Terry Regier, do Departamento de Psicologia da Universidade de Chicago, existem línguas que não poderiam adaptar-se a um padrão universal – é o caso de muitas línguas não-escritas faladas nas sociedades não-industrializadas. Muitas delas não têm palavras específicas para distinguir uma região de cor que vai do verde ao azul, por exemplo. Outras preferem conceitos extracromáticos, como seco ou fresco para se referir a fenômenos de cor.

Outras, como o dialeto berinmo, falado em Papua Nova Guiné, classificam os grupos de cores de maneira completamente distinta de como são classificadas, por exemplo, em inglês. Para os defensores do universalismo cromático, resta um consolo: cores como amarelo, vermelho, azul, verde, marrom, laranja, rosa, preto, branco e cinza encontram correspondência na maioria das línguas, embora nem sempre.

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