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Endocrinologia

Balanço energético

A prevalência da obesidade vem crescendo nas últimas décadas. Associada a esse fato tem-se observado uma mudança no padrão dietético da população em geral, no que diz respeito a um maior consumo de carboidratos. Segundo alguns autores, o índice glicêmico (IG) dos alimentos afeta a composição e o peso corporal. O artigo “Efeitos do índice glicêmico no balanço energético”, de Ana P. M. Guttierres e Rita de Cássia G. Alfenas, da Universidade Federal de Viçosa, uma revisão da literatura, teve como objetivo avaliar os efeitos do IG sobre apetite, saciedade e composição corporal. A partir das evidências científicas analisadas foi possível constatar que a maioria dos estudos que atribuem efeitos positivos ao IG é cercada de limitações metodológicas. Estudos bem delineados não observaram benefícios do IG sobre os parâmetros citados acima. Diante disso conclui-se que o IG apresenta pouca aplicabilidade na prática clínica, como uma ferramenta capaz de controlar a saciedade, reduzir o apetite e, conseqüentemente, a prevalência de obesidade.

Arquivos Brasileiros de Endocrinologia e Metabologia – vol. 51 – nº 3 – São Paulo – abr.

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