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SciELO

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Abelhas
Enxames de verão

Caixas, tambores, buraco nas paredes e forro são abrigos em potencial para as abelhas africanizadas Apis mellifera fazerem colônias e enxames. As árvores também servem de refúgio para uma das mais agressivas espécies. Em contato com a população, as abelhas promovem acidentes com as pessoas especialmente na primavera e no verão. Essa é a conclusão de Elisabete Aparecida da Silva e Maria Helena Silva Homem de Mello, do Centro de Controle de Zoonoses da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, e Delsio Natal, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, apresentada no artigo Abelhas Africanizadas em Área Metropolitana do Brasil: Abrigos e Influências Climáticas. Os pesquisadores analisaram os locais mais freqüentes de instalação de colônias e pouso de enxames, além da correlação com variáveis climáticas em mais de 3 mil ocorrências atendidas pelo Centro de Controle de Zoonoses entre 1994 e 1997. Na primavera e no verão, as abelhas estão mais ativas na busca de alimento e na autodefesa. Atraídas por sucos, refrigerantes e doces, elas acabam provocando acidentes no contato com as pessoas. Assim, recomenda-se evitar expor produtos alimentícios contendo açúcares ao ar livre.

Revista de Saúde Pública – vol. 37 – nº 2 – Abr. 2003

www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102003000200012&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

Psiquiatria
Dieta perigosa

Baixa auto-estima, tendência para engordar, transtornos de ansiedade, hereditariedade, problemas de relacionamento familiar e o ideal de magreza ressaltado na cultura ocidental: esses são alguns dos principais ingredientes para alguém ser acometido pela bulimia ou pela anorexia nervosa, os chamados transtornos alimentares. Em uma sociedade onde o culto ao corpo é cada vez mais destacado, a busca pela silhueta considerada perfeita pode tornar-se perigosamente obsessiva. No artigo Etiologia dos Transtornos Alimentares: Aspectos Biológicos, Psicológicos e Socioculturais, os pesquisadores Christina M. Morgan e Ilka Ramalho Vecchiatti, do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo, e André Brooking Negrão, do Hospital das Clínicas da USP, fizeram uma análise da origem desses distúrbios considerando predisposições genéticas, socioculturais e vulnerabilidades biológicas e psicológicas. “A dieta é o comportamento precursor que geralmente antecede a instalação de um transtorno alimentar, mas só com uma interação entre os fatores de risco e outros eventos precipitantes, como distorções cognitivas, ocorrência de eventos vitais significativos e alterações secundárias ao estado de desnutrição podem elevar o transtorno alimentar a um estado crônico”, concluíram.

Revista Brasileira de Psiquiatria – vol. 24 – Supl. 3 – Dez. 2002

www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-44462002000700005&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

Agricultura
Crescimento acelerado

Com o objetivo de avaliar o efeito do tamanho da semente na acumulação de biomassa e nutrientes e no rendimento de grãos de cultivares de feijoeiro Phaseolus vulgaris L. no campo, os pesquisadores Adriano Perin, Paulo Adelson e Marcelo Grandi Teixeira analisaram sementes grandes e pequenas de três tipos de feijão: kaboon, manteigão e carioca. As amostras foram colhidas da segunda até a décima semana. O experimento, relatado no artigo Efeito do Tamanho da Semente na Acumulação de Biomassa e Nutrientes e na Produtividade do Feijoeiro, mostrou que as sementes grandes aumentaram a altura da planta, o índice de área foliar e a biomassa da parte aérea e raiz desde a primeira amostragem, mas não modificaram a massa de vagens. No início, as sementes grandes aumentaram a taxa de crescimento da cultura, mas esse efeito desapareceu ao final do período amostral. Plantas originadas de sementes grandes acumularam mais nitrogênio e potássio na parte aérea e raízes aos 49, mas não aos 70 dias após semeadura. Os pesquisadores observaram que ao final do experimento não houve efeito do tamanho da semente na produção de grãos, componentes de produção e índice de colheita. Sementes de maior tamanho podem antecipar o crescimento do feijoeiro, mas plantas oriundas de sementes pequenas podem compensar seu menor crescimento inicial garantindo uma mesma produção de grãos.

Pesquisa Agropecuária Brasileira – vol. 37 – nº 12 – Dez. 2002

www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-204X2002001200006&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

Oftalmologia
Mais que estético

A toxina botulínica, conhecida popularmente como botox, não se limita ao uso estético. Ela pode ser um eficiente remédio para tratamento de espasmos faciais por bloquear a liberação de acetilcolina na junção neuromuscular. Um estudo promovido pelos pesquisadores Arthur Limongi de Souza Carvalho, Cíntia Fabiane Gomi, Eurípedes da Mota Moura, Roberto Murillo Limongi de Souza Carvalho e Suzana Matayoshi, relatado no artigo Tratamento do Blefaroespasmo e Distonias Faciais Correlatas com Toxina Botulínica – Estudo de 16 Casos, mostrou que o uso do botox foi eficaz em 87,5% dos pacientes pesquisados, que tinham média de idade de 64 anos. A duração média do efeito da droga situou-se principalmente entre 30 e 90 dias. A injeção da toxina aliviou espasmos por um período médio de três meses. O início da duração dos efeitos da aplicação foi percebida no período de 24 a 48 horas pela maioria dos pacientes. O estudo detectou também que o efeito do botox foi maior no espasmo hemifacial, que se inicia com tremores palpebrais intermitentes em uma pálpebra e acaba comprometendo todos os músculos do lado da face acometida.

Arquivos Brasileiros de Oftalmologia – vol. 66 – nº 1 – Jan/Fev. 2003

www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27492003000100003&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

Índios
Tribo ameaçada

O alto nível de exposição ao mercúrio ameaça a saúde dos índios pacaas-novas, residentes nos municípios de Guajará Mirim e Nova Marmoré (RO). Um estudo feito por Elisabeth C. Oliveira Santos, Fernanda Sagica, Edilson da Silva Brabo, Edvaldo Carlos Brito Loureiro, Iracina Maura de Jesus e Kleber Fayal, do Instituto Evandro Chagas, e Volney de Magalhães Câmara, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, abordado no artigo Avaliação dos Níveis de Exposição ao Mercúrio entre Índios Pacaas-novas, Amazônia, Brasil, revelou que teores médios de mercúrio encontrados nas amostras de cabelo de 910 índios avaliados foram de 8,37 µg/g, superior aos 6,0 µg/g determinados pela Organização Mundial da Saúde como indicador de exposição. A área habitada pelos pacaas-novas está sob a influência da Bacia do Rio Madeira, onde a atividade garimpeira é praticada. Os garimpeiros jogam o mercúrio na água para formar uma amálgama com os grãos do ouro. Em seguida, a amálgama é queimada liberando o mercúrio para o ambiente. O desmatamento também contribui para a mobilização do metal dos solos para os ecossistemas aquáticos pela lixiviação. Com a dependência do peixe como fonte de alimentação das comunidades indígenas, a contaminação dos índios pode se iniciar na fase intra-uterina e ir acumulando teores cada vez mais relevantes do metal durante a vida adulta. O mercúrio é um metal tóxico muito prejudicial à saúde. Quando ingerido, pode prejudicar o funcionamento do sistema nervoso e dos aparelhos digestivo, respiratório e urinário.

Cadernos de Saúde Pública – vol. 19 – nº 1 – Jan/Fev. 2003

www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2003000100022&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

Internet
Conhecimento digital

A Internet está permitindo ampliar o potencial das pesquisas científicas no Brasil e no mundo. A existência de documentos livres disponíveis na rede mundial de computadores contendo os resultados de pesquisas de ponta em diversas áreas de ciência e tecnologia disponíveis na rede mundial de computadores configura uma oportunidade altamente significativa e até então inédita para a ciência dos países em desenvolvimento como o Brasil e constitui um mecanismo potencial de democratização no acesso aos resultados de pesquisas e do conhecimento em geral. No artigo Documentos Digitais e Novas Formas de Cooperação entre Sistemas de Informação em C&T, Carlos Henrique Marcondes, do Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal Fluminense, e Luis Fernando Sayão, da Comissão Nacional de Energia Nuclear, apresentam um histórico do surgimento das publicações digitais e dos arquivos abertos como uma alternativa aos mecanismos tradicionais de comunicação científica. “Esta oportunidade e suas potencialidades não podem passar despercebidas pela comunidade acadêmica brasileira, nem pelos gestores e planejadores de ciência e tecnologia”, concluem.

Ciência da Informação – vol. 31 – nº 3 – Set./Dez. 2002

www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-19652002000300005&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

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