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Sociologia
Tipos brasileiros
“No pensamento brasileiro são freqüentes os ‘tipos ideais’ elaborados por diferentes autores e que se tornam emblemáticos, notáveis ou mesmo definitivos, podendo, às vezes, figurar como mitos. Esse é o caso do bandeirante, do gaúcho, do Jeca Tatu, do Macunaíma, do homem cordial e outros. Vale a pena refletir sobre esse aspecto da cultura e do pensamento brasileiros.” As considerações são de Octavio Ianni, no artigo Tipos e Mitos do Pensamento Brasileiro. Os tipos “se criam e recriam, taquigrafando a difícil e complexa realidade. Assim, a história aparece como uma coleção de figuras e figurações, ou tipos e mitos, relativos a indivíduos e coletividades, a situações e contextos marcantes, a momentos da geohistória que se registram metafórica ou alegoricamente”, diz Ianni. De acordo com ele, os tipos e os mitos do pensamento e da cultura brasileiros não são inocentes. “Revelam muito do que são as configurações e os movimentos da sociedade, em diferentes perspectivas, em distintos momentos. Podem ser vistos como coleções de figura e figurações, às vezes famílias ou linhagens de interpretações, com os quais se desenha e movimenta uma cartografia do Brasil, de tal modo que este parece situado, organizado, compreendido, explicado e decantado.”

Revista Brasileira de Ciências Sociais – vol. 17 – Nº 49 – Jun. 2002

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Física
De volta ao básico
A proposta do trabalho de Vagner Bernal Barbeta e Issao Yamamoto, do Departamento de Física da Universidade Federal de Itajubá  (Unifei), foi apresentar resultados obtidos por meio da aplicação de um teste entre alunos ingressantes no ciclo básico de um curso de engenharia. “O teste teve como objetivo levantar as principais dificuldades conceituais em física, apresentadas por esses alunos, no tópico de mecânica clássica”, escreveram os pesquisadores no artigo Dificuldades Conceituais em Física Apresentadas por Alunos Ingressantes em um Curso de Engenharia. O teste aplicado foi uma adaptação do Mechanics Baseline Test (MBT), que tem sido utilizado com essa finalidade por universidades norte-americanas. “Os resultados da aplicação do MBT confirmam a grande deficiência em relação aos conceitos básicos de física. A presença de concepções espontâneas que levam a uma visão restrita da natureza parece ainda predominar na mente da maioria dos estudantes”, observaram os pesquisadores. Como alternativa para resolver o problema, Barbeta e Yamamoto sugerem que “as deficiências apontadas anteriormente têm que ser enfrentadas pelos professores dos períodos iniciais, oferecendo, ao mesmo tempo, condições para que os estudantes possam ampliar seus conhecimentos, sua capacidade de raciocínio e consolidar os conceitos fundamentais”.

Revista Brasileira de Ensino de Física – vol. 24 – Nº 3 – Set. 2002

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Medicina
UTIs mal distribuídas
Realizar um levantamento das Unidades de Terapia Intensivas (UTIs) pediátricas do Rio de Janeiro, verificando dados como número de leitos, distribuição geográfica e natureza pública ou privada, estudar a demanda da população e elaborar propostas de melhoria foram os objetivos de um trabalho realizado pelo Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Os pesquisadores visitaram todas as UTIs do Estado, de julho de 1997 a junho de 1998, contabilizando 80 unidades e um total de 1.080 leitos, sendo 60% intensivos e 40% semi-intensivos, 57% públicos e 43% privados. A maioria das UTIs (75%) situava-se em hospitais gerais, 20% em maternidades ou hospitais materno-infantis e somente 5% eram centros universitários. Outro dado relevante verificado foi que 89% das UTIs localizavam-se na capital, enquanto o interior do Estado ficou com apenas 11% (oito) das unidades e 7% dos leitos. Os números estão no artigo Terapia Intensiva Neonatal e Pediátrica no Rio de Janeiro: Distribuição de Leitos e Análise de Eqüidade. De posse dos dados, os pesquisadores concluíram que há uma “carência no setor público e excesso no privado, grande concentração na região metropolitana e somente 5% das UTIs em hospitais universitários”. Como alternativa para resolver os problemas, sugerem “medidas de redistribuição e alocação de novos leitos em regiões mais carentes, associada à criação de uma central de vagas e sistema eficiente de transporte e referência”.

Revista da Associação Médica Brasileira – vol. 48 – Nº 4 – Out/Dez. 2002

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Pneumologia
Silicose em mineiros
Apesar de ser uma doença evitável, continuam ocorrendo epidemia de silicose, a maioria em Minas Gerais. Para estudar o problema, Ana Paula Scalia Carneiro, Luciano de Oliveira Campos, Marcelo Fonseca Coutinho Fernandes Gomes e Ada Ávila Assunção, da Universidade Federal de Minas Gerais, avaliaram prontuários de 300 trabalhadores expostos à sílica em diversas atividades profissionais, atendidos no período de 1989 a 2000. “A média de idade dos pacientes expostos foi de 51 anos, com tempo médio de exposição de 15,6 anos. Diagnosticaram-se radiologicamente 126 (42%) casos de silicose”, escreveram no artigo Perfil de 300 Trabalhadores Expostos à Sílica Atendidos Ambulatorialmente em Belo Horizonte. “O mercado de trabalho formal representou o principal vínculo empregatício, sendo a mineração a principal atividade exercida, responsável pela exposição de 197 indivíduos (66%). Os trabalhadores do mercado informal foram aqueles que apresentaram achados radiológicos indicativos de formas mais avançadas da doença, sugerindo piores condições de exposição à sílica neste grupo de trabalhadores.” A opinião dos pesquisadores é de que “grandes esforços e investimentos devem ser empregados no sentido da prevenção e da divulgação de informações à população, para que se possa, a médio prazo, alcançar o ambicioso objetivo de eliminação dessa doença, pretendido pelo Programa Nacional de Eliminação da Silicose”.

Jornal de Pneumologia – vol. 28 – Nº 6 – Nov/Dez. 2002

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Nutrição
Calouros descuidados
Conhecer o perfil socioeconômico, nutricional e de saúde dos calouros de uma universidade brasileira foi o objetivo do levantamento feito por Valéria Cristina Ribeiro Vieira, Sílvia Eloiza Priore, Sônia Machado Rocha Ribeiro, Sylvia do Carmo Castro Franceschini e Laerte Pereira Almeida, da Universidade Federal de Viçosa. “As variáveis comportamentais foram obtidas por meio de questionário, o percentual de gordura corporal (%GC) pelo somatório das dobras cutâneas e o estado nutricional pelo Índice de Massa Corporal”, explicam no artigo Perfil Socioeconômico, Nutricional e de Saúde de Adolescentes Recém-ingressos em uma Universidade Pública Brasileira. Os resultados: a maioria dos adolescentes era do sexo feminino (57,3%); não residia com familiares (89,8%); consumia bebida alcoólica (73,5%); omitia alguma refeição principal (57,3%) e rejeitava um ou mais alimentos do grupo das hortaliças (79,5%). Cerca de 57% não realizavam atividade física e 7% fumavam. A conclusão foi que considerável parcela dos indivíduos estudados “apresentava, além de inadequação da composição corporal e do comportamento alimentar, outros fatores de risco à saúde, como o consumo de álcool e a inatividade física”.

Revista de Nutrição – vol. 15 – Nº 3 – Set. 2002

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Cerâmica
Sobra valiosa
A região norte do Estado do Rio de Janeiro produz cerca de 75% do petróleo no país. Considerável quantidade de resíduo oleoso, conhecido como borra de petróleo, é gerada na extração e separação do óleo bruto. Por isso, o aproveitamento desse resíduo é de alto interesse tecnológico, econômico e ambiental. A argumentação é de R. S. Santos, G. P. Souza e J. N. F. Holanda, no artigo Caracterização de Massas Argilosas Contendo Resíduo Proveniente do Setor Petrolífero e sua Utilização em Cerâmica Estrutural. O objetivo do trabalho foi “caracterizar e avaliar o comportamento de massas argilosas contendo borra de petróleo visando sua aplicação em cerâmica estrutural”. Os pesquisadores verificaram que as propriedades físico-mecânicas são afetadas “tanto pela borra de petróleo adicionada quanto pela temperatura de queima, sendo que o efeito da temperatura é mais acentuado, principalmente acima de 1000ºC”. A conclusão é que “a borra apresenta potencial para ser utilizada como constituinte de massas argilosas para fabricação de produtos de cerâmica estrutural”.

Cerâmica – vol. 48 – Nº 307 – Jul/Set. 2002

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