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Ecologia

Biodiversidade perdida

A estimativa de perda de floresta na Amazônia é divulgada todos os anos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Em 2004, a taxa de desflorestamento na região foi de aproximadamente 26.130 quilômetros quadrados. O que não se conhece, no entanto, é a quantidade de recursos naturais que se perde a cada quilômetro quadrado de floresta destruída. O trabalho “Estratégias para evitar a perda de biodiversidade na Amazônia” apresenta um panorama geral dessa perda, baseado em estudos sobre a densidade de plantas e de grupos de animais na Amazônia. “A produção científica sobre o conhecimento dos vários aspectos da diversidade biológica da Amazônia brasileira vem crescendo de maneira exponencial na última década. Essas ações são movidas pelo objetivo comum da necessidade de um avanço rápido do conhecimento sobre a composição e a ecologia das espécies”, afirmam os autores do trabalho. São eles: Peter Mann de Toledo, diretor e pesquisador do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), José Maria Cardoso da Silva, vice-presidente de Ciência da Conservação Internacional Brasil, e Ima Célia Vieira, coordenadora de Pesquisa e Pós-Graduação do MPEG. O artigo aponta que um dos maiores desafios científicos brasileiros é planejar um sistema de gestão territorial para a Amazônia que leve em conta tanto a conservação dos seus recursos naturais como a promoção do desenvolvimento social e econômico dos quase 20 milhões de habitantes que vivem nessa região. Com base nisso, os pesquisadores defendem a idéia de que não há necessidade de se ampliar o desflorestamento na região e que, portanto, qualquer licença de desmatamento deveria ser proibida na Amazônia. “Sempre é possível evitar a erosão dos solos e recuperar corpos d’água e ciclagem de nutrientes utilizando sistemas ecológicos simplificados, mas é impossível trazer de volta espécies extintas”, descrevem.

Estudos Avançados – vol.19 – nº 54 – São Paulo – ago. 2005

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