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Matemática

Chances iguais de perpetuar os genes

Homens poderosos e ricos não têm mais chances de perpetuar sua linhagem genética por muitas gerações do que seus contemporâneos com menor proeminência social. A conclusão é do matemático Joseph Watkins, da Universidade do Arizona, em Tucson, Estados Unidos, que publicou artigo sobre o tema na revista científica PNAS de 19 de agosto. Com a ajuda de geneticistas e antropólogos, o pesquisador analisou o cromossomo Y – parte do genoma que apenas os homens passam para os filhos e que sofre poucas mutações de geração em geração – de 1.269 homens de 41 comunidades da Indonésia. Sua conclusão não bate com o mito de que os genes dos machos mais fortes persistem ao longo do tempo: apenas em cinco comunidades foram encontradas poucas linhagens masculinas que se mostraram prevalentes por inúmeras gerações, nos últimos 3 mil anos.  Nas demais esse padrão não foi detectado. “A evolução é um sistema de oportunidades iguais”, diz Michael Hammer, outro autor do estudo. “Nenhum grupo vai ser o dominante por muito tempo.”

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