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Tecnociência

Chova ou faça Sol

Dengue na arte: Aedes Aegypti em muro de São Paulo

Não adianta apenas despejar a água de garrafas e pneus velhos cheios de ovos do mosquito Aedes aegypti, o transmissor da dengue, para evitar surtos da doença. Os ovos resistem no seco por semanas até que caia uma chuva, a água se acumule e as larvas possam nascer. Um grupo do Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz) do Rio de Janeiro descobriu por que esses ovos suportam períodos longos fora da água. Em artigo publicado em setembro na BMC Developmental Biology, os pesquisadores mostram que entre 11 e 13 horas após as fêmeas depositarem os ovos forma-se uma cutícula que contém quitina, polímero natural responsável pela dureza do esqueleto externo dos insetos, e funciona como uma terceira camada protetora do embrião. A cutícula manteve os embriões intactos mesmo depois de imersos por meia hora em uma solução de cloro. Os resultados sugerem que é justamente essa cutícula que confere ao embrião do Aedes proteção contra o ressecamento. Uma coisa fica clara: ainda mais importante do que eliminar focos de reprodução dos mosquitos é não deixar que eles se formem.

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