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Estratégias

Cientistas cortejados

Tangidos por perseguições políticas no período Saddam Hussein e pela violência pós-ocupação do Exército norte-americano, os cientistas do Iraque que fugiram para o exterior estão sendo cortejados pelo governo e convocados a ajudar na reconstrução do país. “Estamos felizes em dizer: voltem para casa, pois vocês, cérebros iraquianos, precisam nos ajudar a seguir um novo caminho”, disse, segundo a agência Reuters, Sadek al-Ribaki, conselheiro do primeiro-ministro Nuri al-Maliki, a uma plateia de pesquisadores em Bagdá, no final de junho. De acordo com o governo, há 350 mil iraquianos com diploma universitário vivendo fora do país – ou 17% dos 2 milhões de cidadãos que abandonaram o Iraque nos últimos anos. Mas muitos dos 200 cientistas presentes ao evento são céticos em relação aos resultados do apelo, num país em que civis ainda morrem todos os dias em tiroteios e explosões. “É difícil voltar definitivamente, mas o governo poderia nos convidar a participar de projetos específicos em que pudéssemos contribuir, mesmo a distância”, disse Mohammed al-Rubaie, professor de engenharia genética da Universidade de Dublin, na Irlanda.

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